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Divulgação Lançamento do Livro 17 de Julho

17 de Julho de 2017

Livro lembra os 20 anos do 17 de Julho

Tiroteio na frente da Assembleia, em 17/07/1997, marcou a derrubada do governo Suruagy

Livro traz memórias do histórico 17 de Julho

O livro-reportagem é sobre lembranças e fatos que culminaram com o tiroteio de 17 de julho

30/06/2017 15:30 Deixe um comentário

Contendo mais de 160 personagens vivas mencionadas, o livro-reportagem “17 de julho – a gameleira, as lembranças e a história decidida à bala”, de autoria do jornalista Joaldo Cavalcante, será lançado exatamente na data em que ocorreu, vinte anos atrás, o tiroteio na praça Dom Pedro II, à porta da Assembleia Legislativa de Alagoas. O episódio histórico aconteceu em 17 de julho de 1997, quando cerca de dez mil manifestantes se reuniram para exigir o afastamento do governador Divaldo Suruagy.

Com 221 páginas, a obra é considerada por seu autor como “jornalismo de reconstituição”. Para tanto, mergulhou nos arquivos antigos de jornais e na gravação de depoimentos de pessoas que vivenciaram os acontecimentos que culminaram no fogo cruzado entre policiais civis e militares do Estado e os recrutas do Exército. “Foram quase quinze horas de gravação e algumas centenas de páginas, entre recortes de jornais, textos transcritos de áudios e documentos, como o IPM do Exército”, revela Joaldo Cavalcante.

Em dezesseis capítulos, o livro, que sai com o patrocínio cultural do Sebrae em Alagoas, dá voz a personagens que estiveram no centro do conflito – das autoridades do governo, passando pelos parlamentares e chegando aos profissionais de imprensa que testemunharam os fatos. O próprio autor estava na praça no momento do tiroteio.

“Quando os disparos começaram, todos buscaram abrigo. No meu caso, refugiei-me no tronco da gameleira, que virou no livro meu gabinete literário para viajar no tempo, revisitar fatos e relatar outras lembranças”, disse Joaldo. A reconstituição dos fatos busca contribuir para um melhor entendimento daquele período tumultuado da vida política alagoana. O gargalo econômico financeiro, os meses de atraso no pagamento da folha dos servidores, as grandes manifestações, os atos de violência e a ‘intenvenção branca” de Brasília. “Ofereço como fonte de consulta às novas gerações, porque 17 de julho deve ser sempre objeto de reflexão”, justifica Cavalcante.

O livro reconstitui fatos, dá uma sequência lógica aos acontecimentos e abre espaços para versões diversas, caracterizando-se pela pluralidade informativa. Deputados revelam como se protegeram no recinto do Parlamento e as armas que portaram na expectativa do confronto. Entre os depoimentos exclusivos, destaque para o ex-governador Manoel Gomes de Barros e o ex-tenente- coronel Manoel Cavalcante- condenado na morte do delegado Ricardo Lessa e do fiscal de renda Sílvio Viana -, que revela detalhes de seus catorze anos pela penitenciárias.

Trazendo fato material ilustrativo, o livro é prefaciado pelo jornalista Vannildo Mendes, um alagoano de Maceió que se destacou na imprensa nacional, com passagem pela Veja, O Estado de S. Paulo e o Globo, sendo reconhecido na reportagem pelos Prêmios Rei da Espanha e Cláudio Abramo de Jornalismo. Já a orelha do livro é assinada pelo historiador, romancista e poeta Dirceu Lindoso, cujo teor aborda as “lutas e paixões” alagoanas, num momento em que o estado celebra o transcurso de seus dois séculos de existência.

Fonte: Assessoria

Assessoria

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Fabiano
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