Veja nove passos para evitar dores de cabeça com o IR/2011

23 / 04 / 11

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Restam apenas seis dias para o fim do prazo de entrega da declaração do IRPF (Imposto de Renda de Pessoa Física) 2011 e dois especialistas em IR, criaram um passo a passo para você juntar a papelada, preencher o documento, enviar a declaração e evitar dores de cabeça por causa de erros bobos.

O consultor do Cenofisco (Conselho de Orientação Fiscal) Jorge Lobão recomenda que, antes de mais nada, o contribuinte reúna toda a documentação necessária para o preenchimento, como CPF, RG, título de eleitor, comprovantes de rendimento enviado pelos bancos, entre outros.

Para facilitar o preenchimento, a gerente operacional da MG Contécnica e especialista em Imposto de Renda, Juliana Fernandes, sugere que o contribuinte utilize a última declaração do Imposto de Renda, que deve estar no computador pessoal e serve de base de dados para o novo documento.

Veja nove passos para preencher o imposto de renda e evitar problemas com o Leão:

1º passo – use a última declaração como base de dados
Sua última declaração do imposto de renda deverá estar no computador do trabalho ou em casa. No início do preenchimento, o programa da Receita pergunta se você quer importar os dados da antiga. Se nada tiver mudado, como endereço, por exemplo, vale a pena utilizar a ferramenta.

2º passo – junte todos os documentos
Coloque a papelada em ordem, conforme os campos de preenchimento do programa da Receita. Primeiro vêm os rendimentos tributáveis, depois os rendimentos isentos e não-tributáveis e, por fim, os rendimentos tributáveis exclusivamente na fonte.

Se, por algum motivo, o informe de rendimentos do banco não chegou, acesse sua conta pela internet e imprima os dados. Se a conta foi cancelada, procure a agência onde abriu a conta.

3º passo – junte tudo o que for dedutível
Tenha em mãos os comprovantes de pagamento de despesa médica, escola, dentistas, clínicas, entre outros. Você vai preencher a ficha “pagamentos e doações efetuadas”. Tenha cuidado na hora de escolher o código da categoria do profissional.

4º passo – revire o programa da Receita
Conhecer melhor o programa reduz as chances de erro. Provavelmente, o contribuinte vai errar por omissão, como a falta de uma informação por exemplo.

5º passo – Relação entre rendimento x patrimônio
Tome cuidado com os rendimentos tributados exclusivamente na fonte. As pessoas pensam que, se já foi tributado na fonte, não há motivo para declarar no Imposto de Renda. Só que esse rendimento aumentou o patrimônio do contribuinte, que pode ter comprado um determinado bem com esse dinheiro. A Receita vai chamar para saber de onde veio o dinheiro para a compra do patrimônio.

6º passo – procure ajuda especializada
Se você tiver alguma dúvida durante o preenchimento, é preferível esperar um dia ou dois para resolver a dúvida e entregar a declaração corretamente a enviá-la com erros.

7º passo – doações
Se você receber uma doação, é necessário colocar como rendimento, independentemente do montante. Por outro lado, a pessoa que doou também deve comprovar que ganhou dinheiro suficiente para repassar os recursos.

A especialista em IR da MG Contécnica, Juliana Fernandes, faz uma ressalva no caso de doações em espécie por causa de um imposto estadual, que incide sobre essas movimentações.

– No caso de doação em espécie, pouca gente sabe que tem um imposto estadual, o ITCMD, que incide sobre esses valores. Imagine o caso de um filho que não tem rendimento oficial e recebe um presente em dinheiro do pai. Se o valor passar de R$ 41.050, é necessário recolher 4% de imposto. A Receita tem um convênio com o Estado e se a declaração não acusar o recolhimento desse imposto, fica um débito no nome do contribuinte.

8º passo – estrangeiro no Brasil

O estrangeiro pode ficar como turista no Brasil por até 180 dias e, nesse tempo, não precisa fazer declaração. Depois desse prazo, ele passa à condição de igualdade de um brasileiro, é obrigado a fazer um CPF e, se tiver recebido rendimento tributável, vai ter que fazer a declaração.

9º passo – entregue no prazo e evite multas

A Receita espera que sejam enviadas 24 milhões de declarações até o dia 29 de abril, mas, até as 18h da última quarta-feira (20), somente 11,941 milhões de contribuintes tinham enviado o documento.

A multa mínima para quem não entregar a declaração no prazo é de R$ 165,74 e o valor máximo é de 20% do imposto de renda devido.

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