Aeroportos brasileiros podem parar na quinta

20 / 12 / 11

Sem acordo na negociação de salários, aeroviários vão suspender as atividades

O caos aéreo poderá está de volta aos aeroportos brasileiros ainda esta semana. Sem avançar nas negociações de reajuste de salários, aeroportuários e aeroviários notificaram o Tribunal Superior do Trabalho (TST) que vão “cruzar os braços”, a partir das 23h da quinta-feira (23), suspendendo todas as operações de terra e de bordo da aviação comercial brasileira.

A decisão foi tomada depois do fracasso das negociações com representantes das companhias aéreas, mediadas pelo TST. As empresas não aceitam reajustar os salários acima de 6,17%, correspondente à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Os trabalhadores não abrem mão de um aumento de 7%.

Com o impasse, os passageiros que tem voos marcados para o período podem ficar prejudicados. Situação que vai agravar ainda mais a movimentação nos aeroportos brasileiros, que além do aumento da demanda pode enfrentar piquetes que comprometerá os grandes terminais de aviação desencadeando atrasos de voos em todo país.

A ministra Maria Cristina Peduzzi, que mediou o encontro, e o procurador do Ministério Público do Trabalho Ricardo José Macedo de Britto Pereira lamentaram a ausência de acordo e a possibilidade de caos nos aeroportos no Natal e no Ano-Novo por causa de uma diferença tão pequena entre as propostas, de apenas 0,83 ponto porcentual.

Houve consenso sobre outros pontos da negociação. As aéreas aceitaram reajustar o piso salarial, o valor da cesta básica e do tíquete-refeição em 10%, além de pagar um mínimo de R$ 1.000 para operadores de equipamento. Aeronautas (tripulação) e aeroviários (que trabalham em terra) pediam, inicialmente, 13% de aumento salarial e 14% de reajuste dos pisos, mas baixaram a proposta para 7% e aceitaram os 10% de aumento para o início de carreira.

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