Caetano Veloso completa 70 anos

07 / 08 / 12

Relembre a vida, a carreira e os sucessos de cantor baiano que revolucionou a música popular brasilera

Quinto de um “grupo” de sete filhos, Caetano Emanuel Vianna Telles Velloso nasceu no dia 7 de agosto de 1942, em Santo Amaro da Purificação, pequena cidade do Recôncavo Baiano, próxima de Salvador. Ele é filho de José Telles Velloso e Claudionor Vianna Telles Velloso, que ficou conhecida como Dona Canô. Nesta terça-feira (7), Caestano Veloso, um dos mais importantes nomes da Música Popular Brasileira e um dos pais do Tropicalismo, completa 70 anos de sucesso tanto na vida pessoal, quanto profissional.

Em 1947, começou a demonstrar seu gosto pela música, desenho e pintura. Adorava ouvir rádio e se encantava com as músicas de Luiz Gonzaga. Em 1952, fez uma gravação de Feitiço Da Vila, de Vadico e Noel Rosa, e Mãezinha Querida, de Getúlio Macedo e Lourival Faissal, para que a família ouvisse.

Em 1961, aflorou ainda mais seu gosto por música e cinema. Escreveu críticas para o Diário de Notícias, que tinha a seção cultural dirigida por Glauber Rocha. No mesmo ano, aprendeu violão e começou a cantar com Maria Bethânia em bares de Salvador. Parceiros desde sempre, Caetano só conheceu Gilberto Gil, a quem já admirava antes mesmo de conhecer, em 1963. Foram apresentados pelo produtor Roberto Santana. No mesmo período, conhece Gal Costa e Tom Zé. Ainda em 63, decide se tornar cantor e compositor, após compor para as peças O Boca de Ouro, e A Exceção E A Regra.

Ainda na década de 60, se mudou para o Rio de Janeiro, lançou seu primeiro compacto simples. Em junho de 1966, estreia nos festivais e concorre no Festival Nacional da Música Popular, da TV Excelsior, com Boa Palavra, que fica em quinto lugar. No mesmo ano, Um Dia, recebe o prêmio de melhor letra, no 2º Festival de Música Popular Brasileira, da TV Record.

Tropicália e Ditatura

Em 1967, cantou Alegria Alegria, em conjunto com as guitarras elétricas dos argentinos dos Beat Boys. No 3º Festival de Música Popular, Gilberto Gil também apresentou Domingo no Parque. No mesmo ano, entra em curso o Tropicalismo, movimento organizado por Caetano, que propôs uma criação de um arte brasileria original e faz uma ponte entre o rural e o urbano. Nessa época, Caetano surpreendia ao aparecer no palco com brincos de argola, tamancos e batom.

Em parceira com Nara Leão, Os Mutantes, Torquato Neto, Rogério Duprat, Capinam, Tom Zé, Gil e Gal Costa, lançou Tropicália ou Panis et Circensis em 1968. Foi eliminado do Festival Internacional da Canção (TV Globo), com Proibido Proibii, e protagonizou uma cena inesquecível ao gritar para o público e aos jurados: “Vocês não estão entendendo nada!”. Após lançar o compacto duplo que tinha A Voz do Morto, foi censurado e teve o disco recolhido. No mesmo ano, Veloso e Gil são presos, acusados de terem desrespeitado o hino nacional e a bandeira brasileira. Em 1969, são soltos e seguem para Salvador, em regime de confinamento. Em julho, partem para o exílio na Inglaterra.

De volta ao Brasil

Em 1972, Caetano Veloso voltou ao Brasil. Dois anos depois, lançou Temporada de Verão, ao lado de Gil e Gal Costa. Em 1979, apresentou-se em um festival na TV Tupi defendendo a canção Dona culpa ficou solteira, de Jorge Ben, onde foi vaiado e desclassificado. Nesse período, compôs canções como A Tua presença morena, Tigresa, Cajuína e London London. Ainda nos anos 70, lançou o disco Doces Bárbaros, com Gil, Gal e sua irmã, Maria Bethânia.

Na década de 80, lançou os discos Totalmente demais, que vendeu mais de 250 mil cópias, Outras Palavras, que lhe deu o primeiro Disco de Ouro de sua carreira, e Caetano Veloso, que trouxe regravações acústicas de seus sucessos. Participou do filme Tabu, em que viveu o personagem Lamartine Babo, e Os Sermões – A História de Antônio Vieira, como Gregório de Matos.

Em 1993, retomou o Tropicalismo em Tropicália 2, que também comemorou os 30 anos de amizade de Gil e Caetano, com destaques para as músicas, Rap popcreto, Aboio, Dada e As coisas. Entre seus discos mais recentes, o destaque vai para Cê, de 2006.

Caetano Veloso foi casado com a atriz Dedé Veloso, com quem teve Moreno. Em 1986, se apaixonou por Paula Lavigne, com quem ficou por 19 anos. Ele ainda é pai de Zeca e Tom.

Discografia
1965 – Cavaleiro/Samba em Paz
1967 – Domingo
1968 – Caetano Veloso
1969 – Tropicália
1969 – Caetano Veloso
1971 – Caetano Veloso
1972 – Transa
1972 – Barra 69
1972 – Caetano e Chico Juntos e Ao Vivo
1973 – Araçá Azul
1974 – Temporada de Verão
1975 – Joia
1975 – Qualquer Coisa
1976 – Doces Bárbaros
1977 – Bicho
1977 – Muitos Carnavais
1978 – Muito – Dentro da Estrela Azulada
1978 – Maria Bethânia e Caetano Veloso ao Vivo
1979 – Cinema Transcendental
1981 – Outras Palavras
1982 – Cores, Nomes
1983 – Uns
1984 – Velô
1986 – Totalmente Demais
1986 – Caetano Veloso
1986 – Caetano Veloso
1987 – Caetano Veloso
1989 – Estrangeiro
1990 – Sem Lenço Sem Documento – O Melhor de Caetano Veloso
1991 – Circuladô
1992 – Circuladô Ao vivo
1993 – Tropicália 2
1994 – Fina Estampa
1995 – Fina Estampa ao Vivo
1997 – Livro
1998 – Preda Minha
1999 – Omaggio a Federico e Giulieta ao Vivo
2000 – Noites do Norte
2000 – A Bossa de Caetano
2001 – Noites do Norte ao Vivo
2002 – Eu Não Peço Desculpa
2004 – A Foreign Sound
2006 – Cê
2007 – Cê Ao Vivo
2008 – Roberto Carlos e Caetano Veloso e a música de Tom Jobim
2009 – Zii e Zie
2011 – MTV Ao Vivo – Zii e Zie
2011 – Caetano Veloso E Maria Gadú – Multishow Ao Vivo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *