Secretaria realiza ato contra violência em Limoeiro de Anadia

01 / 02 / 13

Manifestação acontece após a morte da agricultora Gilvanete Rozendo da Silva, agredida pelo companheiro

A Secretaria de Estado da Mulher, Cidadania e dos Direitos Humanos realiza, nesta quarta-feira (6), em Limoeiro de Anadia, um ato público pela morte da agricultora Gilvanete Rozendo da Silva, de 40 anos, em decorrência de violência doméstica. Uma passeata, com carro de som e faixas, vai percorrer as principais ruas da cidade. A concentração está marcada para 10h, na praça central do município.

A secretária da Mulher, Katia Born, explica que a manifestação pretende evidenciar a comoção gerada pela agressão e morte da agricultora, bem como trabalhar pela punição do agressor. “É uma manifestação pela não agressão contra as mulheres. Essa tragédia é uma oportunidade para alertar a sociedade para importância da Lei Maria da Penha. As pessoas precisam entender a importância da denuncia para que erradicar a violência contra a mulher”, assinala.

Kátia Born salientou que, ao visitar a vítima na Unidade Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Universitário, o governador Teotonio Vilela Filho determinou que fossem intensificados os mutirões nos bairros de Maceió e nos municípios do Estado para a distribuição da cartilha Lei Maria da Penha a fim de esclarecer a população sobre a legislação.

“Esses mutirões são uma política de enfrentamento à violência contra mulher. A morte da Gilvanete é um alerta para todas nós, mulheres, e para os homens de que em mulher não se bate. Agressões podem resultar em morte, como foi o caso da agricultura Gilvanete. Ela é um símbolo para que as pessoas deixem de bater nas mulheres”, expôs.

Para a realização do ato, a secretaria conta com apoio da Prefeitura de Limoeiro de Anadia, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social.

Participam do ato a superintendente de Promoção dos Direitos e de Políticas para a Mulher, Solange de Albuquerque Viégas; a presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim), Eulina Neta; o superintendente de Direitos Humanos, Geraldo de Majela; e o presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos, Fernando Teles. Também devem participar militantes de partidos políticos, bem como entidades da sociedade civil.

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