Júri PC Farias: promotor vai recorrer de decisão

15 / 05 / 13

Após cinco dias de julgamento, acusados de coautoria no crime foram julgados inocentes

O promotor Marcos Mousinho, responsável pelo julgamento de PC Farias, afirmou que vai recorrer da decisão que absolveu os quatro policiais militares acusados de coautoria no assassinato do empresário e da namorada dele, Suzana Marcolino, há 17 anos, na praia de Guaxuma.

O prazo dado pelo juiz Maurício Brêda, que presidiu o Tribunal que inocentou, por clemência, os quatro acusados, termina na próxima sexta-feira (17).

Na ocasião do júri, que durou cinco dias, a maioria dos jurados entendeu que houve, sim, um duplo homicídio, mas que os réus não tiveram culpa no que aconteceu. Adeildo Costa dos Santos, José Geraldo da Silva, Josemar Faustino dos Santos e Reinaldo Correia de Lima Filho foram, então, inocentados.

O caso

PC Farias e Suzana Marcolino foram encontrados mortos na manhã do dia 23 de junho de 1996, na casa de praia do empresário, localizada no bairro de Guaxuma, litoral norte de Maceió. As circunstâncias do crime até hoje deixam dúvidas. Para a polícia alagoana, Suzana matou o namorado e depois cometeu suicídio.

Essa foi a mesma tese do advogado José Fragoso, responsável pela defesa dos quatro policiais levados a júri popular. A acusação sustentou que os quatro seguranças têm responsabilidade como coautores, já que estavam na cena do crime e teriam facilitado ou sido omissos em relação à entrada do assassino na casa.

A jornalista Ana Luíza Marcolino, irmã de Suzana, rebateu a tese de crime passional e falou em uma “força” para que o caso não seja esclarecido.

Collor

Paulo César Farias foi o tesoureiro de campanha do então candidato Fernando Collor à Presidência da República. Em novembro de 1993, PC Farias — que teve a prisão preventiva decretada por crime de sonegação fiscal — foi preso na Tailândia, para onde fugira, e transferido para o Brasil. Condenado pelo Supremo Tribunal Federal a sete anos de prisão, o empresário acabaria cumprindo parte da pena no quartel do Corpo de Bombeiros de Maceió até ganhar a liberdade condicional. O duplo assassinato aconteceu seis meses após o empresário sair da prisão.

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