Força-tarefa de saúde avalia assistência oncológica em AL

08 / 05 / 15

Plano Estadual de Oncologia vai determinar como o serviço deve ser implementado no Estado

A secretária de Estado da Saúde, Rozangela Wyszomirska, participou de uma reunião para avaliar a assistência oncológica em Alagoas. O encontro aconteceu nesta sexta-feira (8), na sede Ministério Público Federal (MPF) em Maceió. Representantes da área do Ministério da Saúde (MS), Estado, Maceió e Arapiraca, além de membros da Defensoria e Ministérios Públicos Federal e Estadual, participaram das discussões.

A gestora da saúde estadual apontou o trabalho da Defensoria e dos Ministérios Públicos como aliados para identificar a supervalorização por parte dos prestadores de serviço em relação à média e alta complexidade, em detrimento das linhas de cuidado e da Atenção Básica. “Já fizemos esses encaminhamentos de linha de cuidado na cardiologia pediátrica e angiologia primária no Hospital Geral do Estado”, exemplificou.

Esse encaminhamento é o que determina o Ministério da Saúde (MS), que tem como meta seguir o fluxo da prevenção, diagnóstico precoce, tratamento e cuidados paliativos. “O próximo passo é a finalização do Plano Estadual de Oncologia, documento este que determina como essa linha de cuidado deve ser implementada em Alagoas”, informou.

Wyszomirska informou que, até o meio do ano, o Plano Estadual de Oncologia vai estar implementado. “Isso está sendo realizado em parceria com o Ministério da Saúde, que vai ajudar na execução do plano, para que tudo se encaminhe para a aprovação e a coerência dos serviços”, salientou a gestora estadual da Saúde.

Durante o encontro, o deputado federal Givaldo Carimbão apresentou a disponibilidade de alocar 100% das emendas parlamentares para a área da Saúde, mais especificamente no serviço de oncologia. Para o destino coerente dessa cota orçamentária, Carimbão enfatizou a “importância de investir de acordo com a necessidade da Saúde Pública, o que exige uma avaliação técnica, conforme o que é preconizado pelo Ministério da Saúde”.

Para a coordenadora geral de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas do MS, Patrícia Chueiri, o diagnóstico tardio do câncer é uma realidade em todo o país, o que leva ao aumento do número de radioterapias e quimioterapias. Para reverter o foco dessa assistência para a prevenção, os recursos de custeio do MS obedecem aos parâmetros dos serviços realizados, cujo investimento se destina apenas às unidades habilitadas.

De acordo com a procuradora-chefe do MPF, Niedja Kaspary, a união de esforços para se chegar a uma solução da assistência oncológica no estado é imprescindível. “É preciso elaborar um documento para organizar os serviços relacionados ao diagnóstico, tratamento e cuidados paliativos, além de apresentar uma proposta aos prestadores de serviço”, esclareceu.

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