Morre o radialista Rui Agostinho, aos 69 anos

08 / 06 / 21

Ele partiu defendendo a revitalização da Rádio Educativa e mais apoio aos colegas de profissão

Radialista Rui Agostinho morre de

Ele também era cantor e compositor e faleceu com 69 anos.

O radialista Rui Agostinho Campos, de 69 anos, morreu de Covid-19, na manhã desse domingo (6) em Maceió. Ele trabalhava na Rádio Educativa FM e também era cantor e compositor.

Campos chegou a ir para o hospital na sexta-feira (4), mas voltou para casa no mesmo dia. Neste domingo, ele não resistiu e morreu.

O radialista nasceu no Rio de Janeiro e veio para Maceió em 1972. Ele foi chefe de programação da Radio Difusora de Alagoas, diretor de programação da Rádio Jornal de Hoje e atualmente fazia parte do quadro da Educativa FM.

Campos deixa esposa, dois filhos e netos.

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LEIA A CRÕNICA DE MARCELO FIRMINO SOBRE RUI AGOSTINHO:

Senhoras e senhores, a tristeza está no ar… E lá se foi Rui Agostinho

Ele partiu defendendo a revitalização da Rádio Educativa e mais apoio aos colegas de profissão

Por Marcelo Firmino

Rui Agostinho: uma partida inesperada

Com essa notícia de última hora da partida do Rui Agostinho, parece que estou vivendo um domingo de um programa especial com os locutores, Sabino Romariz, Paulo César Pantaleão e Reinaldo Cavalcante.

Pós BG, em uníssono, eles anunciam: –Senhoras e senhores, a tristeza está no ar… – Redação e produção, Rui Agostinho.

E a tristeza aí está na forma desse vírus condenado que tem levado nossa gente sem dó, nem piedade. Principalmente, nossa gente boa.

E se a memória dos anos 70 persiste, aparece o locutor Jesualdo Ribeiro com a sua crônica: “Palavras para você, Rui Agostinho”.

Ele certamente emocionaria todo e qualquer ouvinte diante da notícia da partida do Rui. Falaria do homem ético, do pai de família, do profissional, e do amor fraterno que todos tinham por ele na atividade profissional e fora dela.

Mas, a tristeza está nor ar, senhora de todas as dores de quem faz o rádio, da família e dos amigos de Rui. E é tamanha, ao ponto de afastar quase todos até nessa hora da despedida. Pura malvadez.

Nos últimos dias, por telefone, Rui conversou com amigos falando de sua preocupação com o futuro da Rádio Educativa, dos seus trabalhadores e da falta de zelo de alguns gestores para com a emissora. Queria apoio para sensibilizar as autoridades nesse sentido.

Tive a honra de ser companheiro de trabalho dele no final dos 70 na Rádio Difusora de Alagoas. E conversamos recentemente sobre essa pauta. Estava aflito com os rumos do rádio e a falta de acolhimento de suas iniciativas neste campo.

Infelizmente, ele não teve tempo de fortalecer sua ideia, seu projeto de empoderar a emissora para o bem do rádio e da comunicação pública em Alagoas.

Rui partiu. E se foi triste com tudo que está acontecendo a todos nesse momento de pandemia. Mas ele deixou um legado que não pode jamais ser esquecido. Revitalizar a Educativa é preciso sim.

Que seus amigos, companheiros e colegas de trabalho abracem a sua causa. Lutem em honra e memória desse grande ser humano.

Rui vai fazer muita falta. Mas, em qualquer que seja a faixa do rádio, ele estará presente.

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