Skate dá ao Brasil sua 1ª medalha nas Olimpíadas 2020

25 / 07 / 21

Brasileiro faz melhor nota da segunda bateria e avança na quarta posição à primeira final olímpica da história do skate. Felipe Gustavo e Giovanni Vianna são eliminados

No skate, Kelvin Hoefler conquista primeira medalha do Brasil nas Olimpíadas 2020

Paulista faz grande performance e leva a prata na primeira final da história do skate em Jogos Olímpicos. Japonês Yuto Horigomi é o primeiro medalhista de ouro da modalidade

A primeira medalha do Brasil nas Olimpíadas de Tóquio 2020 vai ficar na história. Afinal, ela veio na primeira final olímpica do skate, incluído no programa olímpico pela primeira vez na edição de 2021. Na madrugada deste domingo, o paulista Kelvin Hoefler conquistou a prata no street masculino ao somar 36,15 na grande final, ficando atrás apenas do japonês Yuto Horigomi, que somou 37,18. O americano Jagger Eaton completou o pódio com uma nota geral de 35,35.

Foi uma final digna de Olimpíadas, e uma performance estelar do brasileiro. Kelvin liderou a bateria durante a primeira metade, viu Horigomi passar à frente nas manobras individuais e fechou de forma perfeita, com sua melhor nota, para garantir a prata. Outro brasileiro, Felipe Gustavo, já tinha feito história ao ser o primeiro skatista a competir nos Jogos Olímpicos.

– Isso aqui representa o skate brasileiro, a nossa garra e a nossa persistência. Isso aqui não é só meu, não, é o skate do Brasil que merece isso aqui, merece até mais. Isso aqui é o começo de uma geração do Brasil que está por vir, e amanhã tem muito mais – disse Hoefler à TV Globo, após receber a medalha de prata.

O ouro ficou com o melhor skatista do Japão, atual vice-campeão mundial e segundo colocado do ranking, que após um começo decepcionante nas duas voltas, assombrou com quatro manobras quase perfeitas. Natural de Tóquio, Horigomi teve a melhor nota de toda a competição com um 9,50. O garoto americano Jagger Eaton, de 20 anos, ficou na terceira posição também graças a grandes manobras, mas errou as duas últimas tentativas, perdendo a chance de passar Kelvin e Horigomi.

Lenda do skate e atleta mais bem sucedido da história da modalidade, o americano Nyjah Huston sentiu o clima e a pressão, só completou um dos cinco truques individuais e terminou num decepcionante sétimo lugar dentre os oito finalistas.

A FINAL

Kelvin foi o quinto a entrar na pista. Sua primeira volta foi quase perfeita, sem quedas e com switches, slides e giros difíceis. Único a não cair, ele recebeu 8,98, melhor nota da primeira volta, assumindo a liderança.

O nervosismo parecia afetar os demais concorrentes, que cometeram erros na segunda volta. Hoefler, com boa nota na primeira volta, entrou para a segunda tranquilo e fez volta no mesmo nível, sem erros e uma nota 8,84.

Os americanos, contudo, reagiram com força. Nyjah Huston se recuperou na segunda volta, com uma nota de 9,01. O garoto Jagger Eaton foi ainda melhor, com 9,05. Na soma das notas, porém, Kelvin seguia na ponta, com 17,82.

O nível subiu na hora das manobras. Quatro dos seis que completaram o primeiro truque fizeram nota 9 ou mais; Kelvin ficou perto: somou 8,99 e permaneceu na frente. No segundo truque, todos os finalistas caíram, e só Jagger Eaton pontuou.

Na terceira manobra, Hoefler tentou o mesmo de seu segundo truque e errou novamente. Eaton teve a melhor nota até ali, com um 9,40, e saltou à primeira posição. Horigomi, Milou e Giraud também fizeram boas manobras e saltaram à frente do brasileiro.

Na quarta manobra, Horigomi fez bonito com um giro de 360° e um slide com o nose, que lhe valeu uma nota de 9,50. Kelvin completou uma bela manobra, mas como precisou tocar o chão com as mãos para não cair, recebeu 7,58 e voltou ao terceiro lugar.

Horigomi consolidou a medalha de ouro com um 9,30 na última manobra. Kelvin Hoefler garantiu o pódio com um giro de 180° e slide com o nose. A nota de 9,34 colocou o brasileiro na segunda posição. Apenas Jagger Eaton poderia tirar a prata dele, mas o americano caiu, garantindo assim a prata para o Brasil.

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Por Redação do GE — Tóquio, Japão

Kelvin Hoefler vai representar o Brasil na primeira final do skate em Olimpíadas. O skatista paulista conquistou a melhor nota de sua bateria no street masculino, primeira categoria da prancha de rodinhas a ser disputada em Tóquio 2020, na noite desta sexta-feira. Com 34,69, Hoefler teve a quarta melhor nota geral e entrou no grupo de oito que avança à decisão.

Principal esperança de medalhas do Brasil no street masculino, Kelvin Hoefler fez boa primeira volta, mas uma queda diminuiu um pouco sua nota para 7,43. Na segunda volta, ele abusou dos grinds e switches e marcou 8,15. Na primeira manobra, somou 8,81. Ele caiu na segunda e na terceira, mas na quarta marcou 9,23, maior nota de sua bateria, e terminou com um 8,50. Ele somou 34,69 e terminou em primeiro lugar na sua bateria, segundo no geral até aquele momento.

Outros dois brasileiros competiram na noite desta sexta-feira. Felipe Gustavo inaugurou a pista do street em Tóquio e fez bonito na primeira volta, com um 8,49. Contudo, ele errou quatro das cinco manobras individuais e terminou somando 24,75, insuficiente para passar à final. Na última bateria, Giovanni Vianna fez duas boas voltas, mas com três erros nas manobras individuais, somou 28,15 e também ficou fora da final, terminando na 12ª posição. Felipe Gustavo ficou em 14º.

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