Ginástica rítmica: Brasil termina no 12º lugar na Olimpíada

07 / 08 / 21

Entre as meninas do Brasil, alagoana Duda fez parte do time que disputou medalha em Tóquio

O Brasil entrou em ação na madrugada deste sábado (7) na Ariake Arena, nas eliminatórias da ginástica rítmica. As brasileiras terminaram na 12ª posição e não conseguiram vaga na final.

Após duas rotações, as oito primeiras entre as 14 equipes que se apresentaram avançaram à disputa por medalhas. Ao fim da primeira rotação, a equipe brasileira ficou na 13ª colocação. Depois, terminou sua participação nas Olimpíadas com uma melhora de uma posição ao fim da segunda rotação.

Depois da conquista de um ouro e uma prata na Ginástica Artística com Rebeca Andrade, chegava a vez da Ginástica Rítmica fazer a sua estreia nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Medalha de ouro no Pan-Americano de Lima em 2019, o conjunto do Brasil não fez sua melhor apresentação no Grupo Geral e não conseguiu passar para a etapa final, ficando na 12ª colocação.

Entre as atletas brasileiras da Ginástica rítmica que disputaram as Olimpíadas de Tóquio, a alagoana Duda, de 17 anos, era uma das mais dedicadas. Depois da apresentação das meninas, na madrugada de sábado, a avó de Duda, Dione Correia, agradeceu a torcida e disse que, independente do resultado, sua neta já é campeã.

GINÁSTICA RÍTMICA

Com movimentos alternativos de ginástica e muita música, a ginástica rítmica surgiu em 1920. De acordo com o site oficial do COB, o Comitê Olímpico Brasileiro, o primeiro campeonato da modalidade aconteceu em 1961, um ano antes da Federação Internacional de Ginástica reconhecer como uma categoria.

Nos Jogos Olímpicos, a estreia se deu apenas em 1984, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Assim como a artística, a rítmica também possui disputas individuais e em grupo. No entanto, diferente da artística, cinco ginastas se apresentam juntas na área de prova. Arco, maça, bola, fita e corda são os aparelhos utilizados pelas atletas, tanto em provas do conjunto quanto no individual.

Em Tóquio, o Brasil possui representantes apenas no conjunto, já que Barbara Domingos, a principal atleta do país, não conseguiu a classificação. Confira então nossa equipe completa de ginástica rítmica:

EQUIPE BRASILEIRA

Conheça as atletas brasileiras da Ginástica Rítmica nas Olimpíadas 2021

A delegação brasileira de ginástica rítmica possui cinco atletas pelo conjunto. São elas Beatriz Linhares, Déborah Medrado, Maria Eduarda Arakaki, Geovanna Santos e Nicole Pircio.

As meninas do Brasil venceram o Campeonato Pan-Americano do Rio de Janeiro em junho de 2021, além da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2019 em Lima com três arcos e pares de maçãs.

Beatriz começou na modalidade aos 9 anos:

Vamos começar com Beatriz Linhares, de apenas 18 anos. Natural de Florianópolis, Santa Catarina, a ginasta já é uma grande profissional na ginástica rítmica. Colecionando ouro e bronze no Pan de Lima, Bia começou em 2012, quando tinha apenas 9 anos ao receber um convite de sua vizinha. Foi então que, em 2019, foi convidada formalmente a seleção de ginástica rítmica do Brasil, onde segue até hoje.

Deborah passou por uma cirurgia antes de Tóquio:

Depois, temos Deborah Medrado Barbosa, com 19 anos. Nascida na cidade de Serra, no Espírito Santo, integra a Escola de Campeãs, em seu estado. A ginasta coleciona vitórias e medalhas, tendo ouro e bronze no Pan de Lima, e ouro nos Jogos Sul-Americanos Cochabamba em 2018 por conjuntos, arcos, e três bolas e duas maçãs.

Até chegar em Tóquio, Deborah teve um longo processo de recuperação depois de passar por uma cirurgia no segundo metatarso dos pés esquerdo e direito, segundo o site oficial do COB. Agora, a atleta está pronta para competir no tablado e representar o Brasil

Duda foi campeã mundial juvenil em 2018:

Maria Eduarda de Almeida Arakaki, de 18 anos, é um dos destaques da ginástica rítmica brasileira. Em 2018, representou o país no Campeonato Sul-Americano Juvenil em Buenos Aires, conquistando a medalha de ouro. Além disso, Duda, como é conhecida, é a mais alta do conjunto e também a mais nova.

Por fim, a ginasta representa o Colégio Marista de Maceió, de Alagoas, sua cidade natal.

Geovanna começou a ginástica na escolinha:

Nascida em Pinheiros, no Espírito Santo, Geovanna Santos da Silva, de 19 anos, também integra a seleção brasileira da ginástica rítmica em Tóquio. Sua história, segundo o COB, só aconteceu pelo esforço e apoio de sua família, já que Geovanna começou a ginástica na escolinha por influencia de sua mãe. Quando mais velha, precisou mudar-se para Vitória, capital do estado, com seu pai, que deixou o trabalho para acompanhar a filha. Seu irmão, mais tarde, tornou-se árbitro da ginástica rítmica.

Hoje, representa o Clube Ítalo Brasileiro, em seu estado natal. Em 2018, conquistou o título de campeã do torneio Gymnasíade, espécie de mundial da modalidade.

Nicole é de Piracicaba, interior de São Paulo:

Por fim, Nicole Pircio Nunes Duarte, de 19 anos, é mais uma das atletas brasileiras da Ginástica Rítmica em Tóquio 2021. Representando a Unopar, clube do Paraná, a ginasta também participou da campanha de sucesso do Pan de Lima em 2019 e dos Jogos Sul-Americanos em 2018.

Nicole, assim como as suas colegas, começou a praticar o esporte com 10 anos, depois de acompanhar uma seletiva em sua cidade. Cinco anos depois, recebeu a primeira convocação para a seleção brasileira, de onde nunca mais saiu.

Leia também – Quadro de medalhas Brasil: ranking da Olimpíadas 2021

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