Morre a jornalista Danuza Leão, aos 88 anos

23 / 06 / 22

Além de colunista social, escritora e ex-modelo, ela foi pioneira como gerente de casas de shows como a boate Hippopotamus, casa noturna mais badalada do Rio

Autor: G1-Rio

Por g1 Rio


Danuza Leão, escritora, jornalista e ex-modelo, morre aos 88 anos

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Danuza Leão, escritora, jornalista e ex-modelo, morre aos 88 anos

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Danuza Leão, escritora, jornalista e ex-modelo, morre aos 88 anos

A escritora, jornalista, modelo e atriz Danuza Leão morreu nesta quarta-feira (22 ) aos 88 anos. Ela nasceu em Itaguaçu, no interior do Espírito Santo, no dia 26 de julho de 1933. Aos dez anos, ela e a família se mudaram para o Rio de Janeiro.

Danuza deu início a sua carreira como modelo na década de 50, quando se tornou uma das primeiras brasileiras a desfilar no exterior.

Relembre a trajetória de Danuza Leão

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Relembre a trajetória de Danuza Leão

Ela acompanhou de perto o nascimento da Bossa Nova, já que era irmã da cantora Nara Leão. Era no apartamento delas em Copacabana, na Zona Sul do Rio, que aconteciam as reuniões dos grandes artistas da época.

Além de modelo, Danuza também foi jurada de programa de TV, entrevistadora, dona de boutique, produtora de arte e promoter de boates no Rio.

Danuza Leão durante entrevista em julho de 1993 — Foto: Otávio Magalhães/Estadão Conteúdo/Arquivo

Danuza Leão durante entrevista em julho de 1993 — Foto: Otávio Magalhães/Estadão Conteúdo/Arquivo

Como atriz, ela participou, em 1967, do filme “Terra em Transe”, como a personagem Sílvia. A obra de Glauber Rocha é um dos maiores clássicos do movimento do Cinema Novo.

O sucesso como escritora veio com o livro de etiquetas sociais “Na Sala Com Danuza”, em 1992. O livro foi um dos mais vendidos daquele ano e virou um clássico dentre os manuais de etiqueta.

Em 2004, Danuza publicou uma nova edição de seu maior sucesso, “Na Sala Com Danuza 2”. Em seguida, ela escreveu o “Quase Tudo” (2005), um livro de memórias, pelo qual recebeu o Prêmio Jabuti; “Danuza Leão Fazendo as Malas” (2008), também ganhador do Prêmio Jabuti; “Danuza Leão de Malas Prontas” (2009) e “É Tudo Tão Simples” (2011).

Ainda no campo da escrita, Danuza também escreveu crônicas no “Jornal do Brasil”, na “Folha de S.Paulo” e em “O Globo”, sobre assuntos variados, que iam desde comportamento, relacionamento, família até dicas de etiqueta.

Danuza Leão durante o evento de moda Fashion Rio em junho de 2008 — Foto: Mathias Coaracy/Estadão Conteúdo/Arquivo

Danuza Leão durante o evento de moda Fashion Rio em junho de 2008 — Foto: Mathias Coaracy/Estadão Conteúdo/Arquivo

Em suas colunas, ela também causou polêmica. Perguntou “qual graça tinha Nova York” quando até o seu porteiro podia viajar para lá. Disse ser contra a PEC das domésticas e também contra o movimento “MeToo”, no qual mulheres do cinema e TV se posicionaram contra assédios na indústria do entretenimento.

Danuza foi casada com o jornalista Samuel Wainer, fundador do jornal Última Hora, com quem teve três filhos: Samuel Wainer Filho, jornalista que morreu em uma acidente de carro em 1984, a artista plástica Pinky Wainer e o empresário do ramo do cinema Bruno Wainer.

Após a separação com Wainer, a escritora ainda se casou outras duas vezes, com o cronista e compositor Antônio Maria e com o jornalista Renato Machado.

Danuza Leão durante entrevista em julho de 1993 — Foto: Otávio Magalhães/Estadão Conteúdo/Arquivo

Danuza Leão durante entrevista em julho de 1993 — Foto: Otávio Magalhães/Estadão Conteúdo/Arquivo

A ex-modelo, jornalista e escritora Danuza Leão, uma das personalidades mais importantes da sociedade e da cultura carioca do século 20, morreu nesta quarta-feira (22), aos 88 anos, no Rio.

Danuza sofria de enfisema pulmonar e morreu de insuficiência respiratória. A informação foi confirmada à TV Globo por familiares.

O corpo será cremado no Cemitério do Caju, em data e horário a definir.

Um dos rostos mais marcantes da indústria da moda em seu tempo, tornou-se uma cronista célebre (e não raro polêmica) na imprensa brasileira.

Ela lançou best-sellers como “Na sala com Danuza” e “Quase tudo”, a autobiografia na qual narra uma vida intensa e marcada também por casamentos com figuras também centrais em sua época, como os jornalistas Samuel Wainer, com quem teve três filhos, Antônio Maria e Renato Machado.

Relembre a trajetória de Danuza Leão
Relembre a trajetória de Danuza Leão
Danuza Leão durante evento na capital paulista em setembro de 1992 — Foto: Fernando Arellano/Estadão Conteúdo/Arquivo

Danuza Leão durante evento na capital paulista em setembro de 1992 — Foto: Fernando Arellano/Estadão Conteúdo/Arquivo

Perfil

A escritora, jornalista, modelo e atriz Danuza Leão nasceu em Itaguaçu, no interior do Espírito Santo, no dia 26 de julho de 1933. Aos 10 anos, ela e a família se mudaram para o Rio de Janeiro.

Ainda na década de 50, Danuza deu início a sua carreira como modelo. Ela foi a primeira brasileira a desfilar no exterior.

Irmã da cantora Nara Leão (1942-1989), Danuza acompanhou o nascimento da bossa nova em seu apartamento em Copacabana, na Zona Sul do Rio, onde se reuniam os grandes artistas da época.

A jornalista e colunista Danuza Leão abraça o arquiteto Oscar Niemeyer durante comemoração dos 100 anos de vida dele, na casa das Canoas, em São Conrado, zona sul do Rio de Janeiro, em dezembro de 2007 — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo/Arquivo

A jornalista e colunista Danuza Leão abraça o arquiteto Oscar Niemeyer durante comemoração dos 100 anos de vida dele, na casa das Canoas, em São Conrado, zona sul do Rio de Janeiro, em dezembro de 2007 — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo/Arquivo

Além de modelo, Danuza também foi jurada de programa de TV, entrevistadora, dona de boutique e produtora de arte.

Como atriz, ela participou, em 1967, do filme “Terra em transe”, como a personagem Sílvia. A obra foi roteirizada e dirigida por Glauber Rocha.

Em 1992, Danuza Leão alcançou o sucesso como escritora. Seu livro de etiquetas sociais “Na sala com Danuza”, liderou a lista dos mais vendidos durante um ano.

Em 2004, publicou uma nova edição de seu maior sucesso, “Na sala com Danuza 2”.

Danuza Leão e Nara Leão no Aeroporto do Galeão no Rio de Janeiro, após desembarque de Danuza vinda de Paris em janeiro de 1967 — Foto: Estadão Conteúdo/Arquivo

Danuza Leão e Nara Leão no Aeroporto do Galeão no Rio de Janeiro, após desembarque de Danuza vinda de Paris em janeiro de 1967 — Foto: Estadão Conteúdo/Arquivo

Em seguida, ela escreveu o “Quase tudo” (2005), um livro de memórias, que recebeu o Prêmio Jabuti; “Danuza Leão fazendo as malas” (2008), também ganhador do Prêmio Jabuti; “Danuza Leão de malas prontas” (2009) e “É tudo tão simples” (2011).

Outro trabalho de sucesso de Danuza foi como cronista. Ela foi colunista do Jornal do Brasil, da Folha de S.Paulo e do caderno ELA, do jornal O Globo, onde escrevia sobre assuntos variados, desde comportamento e relacionamento, até família e dicas de etiqueta.

Do casamento com o jornalista Samuel Wainer, fundador do jornal Última Hora, nasceram três filhos: Samuel Wainer Filho, Pinky Wainer e Bruno Wainer.

Após a separação com Wainer, a escritora ainda se casou mais duas vezes, com o cronista e compositor Antônio Maria e com o jornalista Renato Machado.

Danuza Leão durante entrevista em novembro de 1984 — Foto: Claudinei Petroli/Estadão Conteúdo/Arquivo

Danuza Leão durante entrevista em novembro de 1984 — Foto: Claudinei Petroli/Estadão Conteúdo/Arquivo

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