Aylton

O Velho Bóga queria ser líder. Virou fuxiqueiro

Um dia como outro qualquer, numa semana indefinida de um mês que ninguém se lembra mais e num ano que se perdeu no tempo, os órgãos humanos se reuniram para escolher um líder para botar ordem nas coisas que estavam se tornando uma bagunça.
Cada um funcionava a seu jeito e assim, não era possível.
Pois bem, era obrigatório a inscrição e tinham que apresentar suas “credenciais” como se fosse uma prova oral.
O primeiro a se apresentar, como era óbvio, foi o cérebro que a seu favor disse que se não fosse ele, com bilhões de “fiozinhos” o corpo jamais sobreviveria. E tome auto elogios.
Depois vieram os olhos que falou que se não fossem eles o mundo mergulharia na escuridão. Em seguida foi a boca que falou além das contas. Só parou porque as mãos, num ato de inteligência, tapou-lhes os beiços.
Os ouvidos, deram uma de mercador.
O nariz, com coriza, preferiu não se manifestar.
A garganta irritada cedeu a vez
O coração, ah, o velho e bom coração, deixou o racional de lado e fez um discurso emocional para conquistar o eleitorado e se saiu bem. Mas não tão bem assim.
O fígado só fez reclamar. Disse que tem muita gente bebendo demais e está prejudicando sua atuação. Com razão
O pâncreas, cheio de lamentos, explicou que faz múltiplas funções mas é um esquecido.
Taí. Eu nem sabia que tinha pâncreas!
A rola e a xoxota não compareceram porém deixaram um bilhete informando que tinham um compromisso inadiável.
Deu pra entender?
E assim as horas foram se arrastando até que ouviu-se uma voz fanhosa vindo do fundo:

-E EU?
Era o cu!
Ele mesmo, pedindo sua inscrição.
A gargalhada foi geral e a gozação pior ainda.
-Você, esse fedorento?
-Você, com esse olho cego?
-Você, um obscuro?
-Sai dessa, cibazol, arengueiro, acabafesta!
-Xô cagão!!!
(Essa foi a sua recepção)
E o cu, o coitado do cu, reclamou, esperneou, bufou mas não teve jeito. Cortaram-lhes a palavra.
E ele, sentindo-se desmoralizado foi saindo de fininho mas deu seu veredicto:
Vocês vão me pagar, minha vingança será maligna.
Aguardem cartas!!!
Dito e feito.
No outro dia ele, o cu, entrou em greve. Fechou o aro, prendeu as pregas.
E assim se passaram 48 horas.
Então o problema começou. O corpo sem soltar o “barro”, prejudicou todos os órgãos. O cérebro deixou de raciocinar. Os olhos começaram a lacrimejar. O ouvido ficou cheio de zumbido. O nariz entupiu. A garganta inflamou. O coração ficou a ponto de explodir. O fígado ficou a mercê de uma hepatite aguda. O pâncreas entrou em obstrução. A rola broxou e o pinguelo murchou.
Como gozar?
Foi então que usando o bom senso, os órgãos convocaram uma plenária e chamou o cu para uma conversa.
Ele foi, e foi recebido como se fosse uma celebridade.
É tanto que quando a boca chamou-lhe de cu, ele retrucou:
-Me respeite, de agora em diante quero ser chamado de ÂNUS!
E assim, igual a maioria dos políticos, viciados em tenebrosas transações, tudo foi resolvido. O agora Ânus terminou a greve a ganhou um mimo: Foi nomeado porta voz, no popular, fuxiqueiro. Hoje seria blogueiro…chapa branca!
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Obs. Meus amigos leitores, espero que apesar de tudo vocês tenham um bom 2016. E a partir do próximo dia 11 voltarei a escrever a minha coluna normalmente. Espero que vocês gostem!
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-Sim, o cérebro, sacana do jeito que é, transformou-se numa alma feminina e mentindo à torto e a direito é quem comanda nosso corpo sofrido e espoliado.
Isso me lembra o Brasil!
O que você acha?

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