Há 15 anos morria o cantor Wilson Simonal

25 / 06 / 15

Nas décadas de 1960 e 1970, era o único músico negro com status de grande estrela comandando plateias que lotavam ginásios

Wilson Simonal nasceu no Rio de Janeiro no dia 23 de fevereiro de 1939. Ele começou cantando em bailes até fazer sucesso na televisão, como no programa Show em Simonal, que apresentou nos anos 1966 e 1967 na TV Record com direção de Carlos Imperial, um dos responsáveis pelo sucesso do artista. Ele morreu em decorrência de disfunções hepáticas crônicas, aos 61 anos.

SIMONAL E A DITADURA

Em 1970, desconfiado de ser vítima de um desfalque, Simonal demitiu seu contador Rafael Viviani, que moveu uma ação trabalhista contra ele. No ano seguinte, Wilson pediu ajuda a dois amigos policiais para conseguir uma confissão do contador.

Depois de ser torturado nas dependências do Dops, para onde eram levados os presos políticos da Ditadura, Rafael assumiu o desfalque. Tempos depois ele fez queixa do espancamento, o que resultou um processo juidical que condenou Simonal a cinco anos de pisão, cumpridos em liberdade.

Simonal foi acusado de ser um colaborador dos órgãos de repressão, o que nunca foi provado. Mesmo assim, o cantor foi rejeitado pelo cenário musical e da mídia. Shows e contratos foram cancelados, artistas se recusaram a trabalhar ao lado dele e as músicas não tocavam mais no rádio. Esse desprezo, Simonal amargou até o fim da vida. Hoje a família tenta restaurar a imagem de Simonal.

BIOGRAFIA

Wilson Simonal de Castro (nasceu no Rio de Janeiro, 23 de fevereiro de 1938 — e morreu em São Paulo, no dia 25 de junho de 2000). Foi um cantor brasileiro de muito sucesso nas décadas de 1960 e 1970, chegando a comandar um programa na TV Tupi, Spotlight, e dois programas na TV Record, Show em Si… Monal e Vamos S’imbora, e a assinar o que foi considerado na época o maior contrato de publicidade de um artista brasileiro, com a empresa anglo-holandesa Shell.

Cantor detentor de esmerada técnica e qualidade vocal, Simonal viu sua carreira entrar em declínio após o episódio no qual teve seu nome associado ao DOPS, envolvendo a tortura de seu contador Raphael Viviani.2 O cantor acabaria sendo processado e condenado por extorsão mediante sequestro,1 sendo que, no curso deste processo, redigiu um documento dizendo-se delator, o que acabou levando-o ao ostracismo e a condição de pária da música popular brasileira.

Seus principais sucessos são “Balanço Zona Sul”, “Lobo Bobo”, “Mamãe Passou Açúcar em Mim”, “Nem Vem Que não Tem”, “Tributo a Martin Luther King”, “Sá Marina” (que chegou a ser regravada por Sérgio Mendes e Stevie Wonder, como “Pretty World” ), “País Tropical”, de Jorge Ben, que seria seu maior êxito comercial, e “A Vida É Só pra Cantar”. Simonal teve uma filha, Patrícia, e dois filhos, também músicos, Wilson Simoninha e Max de Castro.

Em 2012, Wilson Simonal foi eleito o quarto melhor cantor brasileiro de todos os tempos pela revista Rolling Stone Brasil.3

Wilson Simonal sofisticou gêneros como Chá-chá-chá, calipso, rock, doo-wop, bossa nova, MPB, samba, soul. Usava como instrumentos, além da Voz, pandeiro, piano, trompete. Esteve em atividade de 1961 ao ano 2000. Gravou pelas
gravadoras EMI-Odeon, Philips, RCA, WM Produções (independente), Ovação Discos (independente de Portugal), Columbia (Venezuela), Movieplay (independente), Happy Sound (independente), WEA, BMG, PolyGram, Universal, EMI
Afiliação(ões) Carlos Imperial, Jorge Ben Jor, A Turma da Pilantragem, César Camargo Mariano.

Sofreu influências de Agostinho dos Santos, Cauby Peixoto, Orlando Dias, Chaim Lewak, Tito Madi. E influencio o filho Wilson Simoninha e Max de Castro.

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