Os dados indicam que o processo de exploração inadequada de sal-gema afetou a estrutura geológica de Maceió e desestabilizou cavernas subterrâneas que já existiam na região.
O que diz a Braskem
Ao Poder360, a companhia afirmou que já realizou o provisionamento dos recursos “para o cumprimento dos acordos firmados com as autoridades desde janeiro de 2020”. Disse também que está desenvolvendo “uma série de ações” nos bairros afetados.
Eis a íntegra da resposta:
“A Braskem está desenvolvendo uma série de ações nos bairros de Maceió afetados pelo fenômeno geológico, com foco na segurança das pessoas e na implementação de medidas amplas e adequadas. As iniciativas, acordadas com as autoridades, abrangem realocação e compensação financeira das famílias, acolhimento de animais, cuidados com a zeladoria nos bairros, monitoramento do solo e fechamento definitivo dos poços de sal, entre outras. Além disso, um acordo socioambiental prevê recursos e tratativas nos aspectos sociais, ambientais e de mobilidade, cujas ações vêm sendo definidas e implementadas em conjunto com as autoridades e em consulta à população. Para o cumprimento dos acordos firmados com as autoridades desde janeiro de 2020, a Braskem já realizou o provisionamento de recursos.”
Como funciona a extração de sal-gema
A extração é feita de duas formas:
- quando as camadas são mais superficiais o sal é retirado com maquinário no subsolo;
- quando o sal está nas camadas mais profundas, ele é retirado por dissolução: injeta-se água no poço e o sal que está no fundo é dissolvido e bombeado de volta. Em seguida, vai para uma usina de beneficiamento.
Para não haver danos às camadas superiores do solo, é necessário fazer um preenchimento, para que ele não afunde.
















